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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

ENEM - Linguagens, Códigos e Suas Tecnologias - Espanhol



Questão 91 - Linguagens, Códigos e Suas Tecnologias - Espanhol - SOMA - ENEM 2015

Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=NAGpM2R41TA&feature=youtu.be&list=PLzmvfQhOYkk4qsUnGxm67qIj_oweiPoRZ
Acesso em: 31/10/2016


terça-feira, 4 de outubro de 2016

15 DE OUTUBRO - DIA DO PROFESSOR!!!

 QUEM LUTA, EDUCA!



Infográfico Novo Professor: Perfil Antenado
  • Está sempre atualizado com o que há de mais moderno
  • Sabe utilizar a tecnologia para melhorar o aprendizado
  • Admite não ter todas as respostas
  • É parceiro do aluno e aprende com eles
  • Continua mantendo a autoridade, sem ser autoritário
 fonte: Revista Veja

Disponível em:
http://www.nicholasgimenes.com.br/2012/11/infografico-novo-professor-perfil.html
Acesso em: 03/06/2014.

domingo, 10 de julho de 2016

Semântica/Estilística: Figuras de Linguagem



Todos os vídeos  estão disponíveis  em:   https://www.youtube.com
Acesso em:  05 e 06/07/2016.


1 - A Seta e o Alvo legandadowmv - Antíteses





1.1 - DOIS RIOS    Skank ♥

-

1.2 - O Quereres   Caetano Veloso


2 - Coração de Estudante (Milton Nascimento)



3 - ENGENHEIROS DO HAWAÍ   MUROS E GRADES   CLIPE




domingo, 3 de julho de 2016

As palavras que ninguém diz - crônica de Carlos Drummond de Andrade



A crônica “As palavras que ninguém diz”,  de Carlos Drummond de Andrade, critica de forma descontraída o uso de palavras difíceis e  antiquadas. 

AS PALAVRAS QUE NINGUÉM DIZ

Carlos Drummond de Andrade


Sabe o que é diadelfo? Não sabe. É isso aí: ninguém aprende mais nada na escola, não há professor que ensine o que é diadelfo. Entretanto, basta você sair por aí, na Gávea, e dá de cara com pencas de diadelfos. Tão fácil distingui-los. Pelo visto, sou capaz de jurar que você também nunca experimentou a emoção do ilapso. Ou por outra: pode até ter experimentado, mas sem identificá-lo pelo nome. Não alcançou a maravilhosa consciência de haver merecido o ilapso. Conheci um nordestino que na mocidade exercera a profissão de ultor, e que ignorava o que é ultor: como é que pode ser tão mau profissional?

Praticamente, as coisas deixaram de ser nomeadas na boca dos falantes. O vocabulário azulou. São incapazes de reconhecer o que é beltiano, e mais ainda de qualificá-lo. Paranzela, já ouviu falar? Conhece entre suas relações alguém que algum dia lhe falou em oniquito? Se vou ao Number One e peço alfitetes, pensam que estou louco, acham que eu quero comer alfinetes. Não adianta argumentar que, como paguilha, faço jus à maior consideração: de resto, sabem lá o que seja paguilha?

Olhe, não é só a piara que ignora tudo, inclusive que ela é piara. Os da alta, é a mesma coisa. Participei de umas boedrômias em certa mansão do Cosme Velho, e pude verificar que todos, satisfeitíssimos com o que faziam, estavam longe de imaginar que tudo aquilo que se passava em torno da piscina eram boedrômias, autênticas boedrômias. Uma situação de poslimínio é absolutamente indecifrável para muitos doutores que conheço. E quantos só dormem sossegados se têm um talambor a protegê-lo, desconhecendo embora que instalaram um talambor em casa?

Menino, você gosta remuito de siricaia e não sabe o que é siricaia e o que é remuito? Santa ignorância! Mas que o seu pai, professor ilustre pratique o harpaxismo e nem desconfie de ser harpaxista, meus pêsames às codornas. Lamentável ainda, a incontinência de seus borborigmos em reuniões sociais, pois não?

Quanta gente por aí, precisando de auriscálpio, e se aconselho que procure obter um, fica perturbada, imaginando coisas... Chega a manifestar aversamento, sem mesmo desconfiar do que seja aversamento. De português não aprendem um pigalho. Aventure-se alguém, numa roda seleta, a falar em cristadelfos. Os que se julgam mais informados pensarão que nos referimos a porcelanas de Delft.

Pessoas que adoram determinados pitéus, não os visita a mínima noção de gamararologia (não quer dizer que estejam gamadas, é outra coisa muito diferente). Dispomos de alguns estratólogos, a quem ninguém trata pela correta denominação, e se esta for mencionada, haverá quem supunha tratar-se de peritos em rodoviarismo ou em extratos de contas. Fui cumprimentar uma campeã de tênis, chamando-a lindamente de vitrice, e ela abespinhou-se. Achou talvez algo de venéfico no vocábulo. Sabe tênis e não sabe o idioma.

Vamos dar uma volta seral? Propus a outra moça, que arregalou os olhos. Não houve meio de convencê-la de que pretendia levá-la por aí, sob a paz das estrelas. Imagine se eu lhe propusesse usar subsiles. Ainda que eu aplicasse o máximo de catexe, não conseguiria nada. E talvez ela até chamasse a polícia.

Bem, não estou exagerando. Você que me ouve, sabe(pelo menos isso) que eu evito toda e qualquer espécie de cinquete. Ah, também não sabe o que é cinquete? Era de se esperar. Não posso falar que sua cabeça mais parece uma abatiguera, porque a bem dizer, você nunca plantou nada aí, e em conseqüência nada aí se pode colher. Certas coisas a gente vê logo, não carece ser mirioftalmo. Passe bem, ignaro, ou melhor, passe mal!

Texto disponível em:
https://fatimalp.blogspot.com.br/2013/09/vocabulario.html?spref=bl

Acesso em: 03/07/2016





Livro disponível em:
https://www.amazon.com.br/dp/850104881X/ref=asc_df_850104881X5028114?smid=A1ZZFT5FULY4LN&tag=goog0ef-20&linkCode=asn&creative=380341&creativeASIN=850104881X

Acesso em:  30/06/2017



segunda-feira, 25 de abril de 2016